terça-feira, 31 de março de 2009

TEC no Festival de Música Livre

16º Festival Música Livre
Florianópolis / SC
9 de Abril

quinta-feira, 26 de março de 2009

O filme que tira o sono


"Foi enlouquecedor para aqueles que ficaram no mesmo hotel que eu e o assistiram naquela noite em Sundance (...) no final eu acabei perguntando para um amigo se ele não queria passar em meu quarto durante a noite porque eu esta com medo de não conseguir dormir sozinho."
- Kim Voynar, Cinematical

"Possivelmente o filme mais assustador já feito, e a melhor razão para usar fraldas no cinema."
- Bluebomber

"Eu dei uma cópia deste filme para a minha irmã, que iria passar uma noite com o namorado. Ela é uma fã de filmes de horror. (...) No dia seguinte, eu a encontrei no almoço, e perguntei o que ela achou do filme. Ela me acertou um soco no peito, forte o bastante para doer, e me disse que ela não conseguiu dormir a noite inteira por causa do filme, e nem o namorado dela. Ela me perguntou se era real, e por dois segundos eu pensei em enganá-la".
- Moriarty, Ain't It Cool News

"Se você acha que filmes de horror não podem te assustar, se você acha que horror moderno não tem nada a oferecer, tente sentar e assistir "Paranormal Activity" e então agradeça os diretores por mudar sua cabeça..."
- Felix Vasquez Jr., Film Threat

"O auditório inteiro estava descontrolado...as pessoas estavam psicológicamente abaladas..."
- Dread Central podcast

"Eu estava tão enloquecido depois de ver este filme, que eu não queria colocar o pé dentro da minha casa pensando que poderia ter algo lá que eu não pudesse ver esperando por mim."
- Jorge Ameer, Hollywood Independents

O trailer de "Paranormal Activity" já está disponível na internet, e você pode assistí-lo clicando aqui.

terça-feira, 17 de março de 2009

domingo, 15 de março de 2009

Não-Entrevista 18/10/08

Uma tentativa de entrevista com Ronaldo "Biba" Jacques realizada no dia 18/10 de 2008 no evento "Sessão Maldita" onde ele minutos depois faria uma apresentação. Reportagem de Flavio (Virgo Morgenstein). O documentário "Biba" estréia em Agosto.





segunda-feira, 9 de março de 2009

domingo, 8 de março de 2009

O Comediante Está Morto


A Srta. Incrível pede a costureira Edna Mode para ela faça um novo uniforme para que ela ir a uma ilha salvar o seu marido desaparecido. A costureira olha seu antigo uniforme e comenta sobre a capa, contando a história de um herói que sofreu um acidente tendo sua capa presa a uma hélice de avião, ao falar isso essa personagem está fazendo uma direta referência ao herói Dollar Bill da história em quadrinho "Watchmen", que foi morto por ter sua capa presa a uma porta giratória. Essa citação não vem a flutuar, "Os Incríveis, de Brad Bird, é basicamente todo inspirado na história de "Watchmen".

Um dos melhores retratos sobre a figura do herói na sociedade, "Os Incríveis", assim como boa parte das animações, normalmente encantam o público no seu lançamento mas depois são pouco lembrados pelo público, com se sequer fossem cinema. Mesmo este que é o último grande filme dos estúdios Pixar (que nunca conseguiu o superar, realizando filmes medianos como "Carros" e "Rattatouie", e mesmo "Wall-E" sendo bom não conseguia bater com este) acabam perdendo seu valor com o tempo, sendo reconhecidos apenas como uma diversão para crianças. Mas aqueles que colocarem o cérebro pra funcionar encontrarão em "Os Incríveis" boa parte das questões alevantadas por Alan Moore na Graphic Novel de sucesso contadas de uma maneira cinematograficamente redonda e inteligente. A primeira reviravolta do filme acontece quando o Sr.Incrível salva um homem que estava caindo de um prédio para em seguida ser surpreendido, tal homem se tratava de um suicída (em um dos balanços de roteiro mais bizarros que um filme infantil já sofreu), que desejava morrer, mas por ter sido impedido pelo Sr.Incrível, o processou. E após isso, os heróis são postos em dúvida, até a polêmica aumentar e o governo firmar uma lei proibindo os mascarados de exercerem seus prestativos serviços, tendo que se tornarem meros humanos. Há aqui uma dolorosa crítica de dissimulação: se você é diferente da massa (e aqui poderemos incluir homossexuais, negros, semitas e etc) disfarce isso, oculpe para que ninguém veja e viva sua vida acreditando que não é especial em coisa alguma. Chega a ser fudido a forma com que o filme nos trasmite essa dor nos personagens nesse enjaulamento: o Sr.Incrível mantêm uma vida completamente monótona no seu trabalho, trabalha totalmente desinteresado em seu cubiculo, apenas mais um número, robotizado, a única emoção que ele expressa é desgosto de tudo aquilo quando ele vê o próprio chefe passando a perna em uma cliente idosa, ou na forma em que ele avista um assalto de longe e se entristesse por não poder fazer nada. Seus filhos, que já tiveram de nascer aprendendo a negar seus poderes especiais, desenvolveram comportamentos psicológicos como resposta, a garota sofre de baixa auto-estima, depressiva, e o menino vira um brigão na escola, um mal educado. O ápice disso é quando o Sr.Incrível chega em casa, estressado de mais um dia de trabalho e bate a porta do carro, e sem querer esmagando ela, não conseguindo controlar a força - o toque final nessa cena é que Bird ainda insere um garotinho de bicicleta olhando de olhos arregalados quando o Sr.Incrível ergue o carro com apenas uma mão, mostrando o quão encantador e lindo era aquele poder para meros humanos, uma dádiva que de maneira alguma deveria ficar encoberta.

O que ele não consegue, Sr.Incrível precisa extrapolar sua força para fora, o que rende dois momentos extremamente adultos na história: ele sai de noite com seu amigo Lucius Best, as escondidas da família, para fazer pequenos serviços de herói, como salvar um prédio em chamas, no que é outra clara referência a "Watchmen" (quando Coruja e Espectral salvam também as pessoas de um prédio em chamas sob ilegalidade) e quando sua mulher descobre tudo, o roteiro trata isso como uma questão de infidelidade, rendendo até uma discussão de relação em pleno filme. Outro momento é quando o Sr.Incrível começa a trabalhar em uma ilha usando seus poderes para um chefe misterioso, "Os Incríveis" tem toda uma seqüencia da rotina dele mentindo para a esposa que ia trabalhar, retornando da ilha cansado, comprando uma série de presentes com o bom dinheiro recebido etc, enfim, nós espectadores sabemos que tudo se trata de uma farsa, de uma mentira adulta, e eu me pergunto que efeito isso tem no público infantil de "Os Incríveis", as crianças só podem reconhecer nessa falsidade de dizer a família que vai a um lugar e na realidade não ir como no ato de matar aula.

O inimigo é outra crítica brilhante, ele era apenas uma criança que idolatrava o Sr.Incrível, ele só
queria ser amigo dele, mas como foi sempre ignorado e menosprezado pelo homem, o que fez ele crescer com essa mágoa, a falta de amor se tornou em ódio fudendo com a psique da criança até ele virar um vilão (não por acaso o nome dele é Síndrome), no final das contas ele era uma pessoa que enxergava a beleza nos poderes do Sr.Incrível e só era chato porque estava encantado por eles, e se sentia um inferior por não ter nascido com superpoderes (lição para as crianças: se você maltratar seu coleguinha por ele não ter os mesmos benefícios que você, vai estar machucando ele e é possível que ele nunca se esqueça e no futuro se vingue em qualquer oportunidade) sendo assim Síndrome parte para fabricar tais poderes, busca recursos tecnológicos para isso, desenvolvendo máquinas ameassadoras e destruidoras que são apenas fruto de sua fúria, o garoto está louco, possuindo todo esse poder em um simples controle de botões no punho.

Então eu pergunto, que filme infantil é esse? Como "Os Incríveis" consegue lidar tão bem com tais assuntos e não ser reconhecido por isso nem a tempos de lançamento de um filme que supostamente adaptará melhor a Graphic Novel de Moore? Talvez seja estranho me ver aqui louvando uma animação infantil e ressaltando pontos tão intelectuais e maduros nela, mas é que sinceramente eles existem e eu os enxergo. Me encomoda particularmente que os intelectuais sempre buscam decifrar as obras de diretores do circuito de arte, analisando-os, buscando suas metáforas, e esses mesmos intelectuais se negam a fazer o mesmo estudo no cinema comercial, como se fosse completamente impossível que em um filme destes pudesse haver uma carga intelectual tão genial e real quanto as do circuito artístico (o que "Os Incríveis" prova ser uma falácia), como se simplesmente os diretores destes filmes comerciais fossem todos animais, incapazes de se interessarem pelos seus filmes, inserirem também metáforas e explorarem seu conteúdo. Acredito que isso acontece por uma razão que eu acho sensacional: é que esse potencial intelectual no filme comecial não é a primeira vista perceptível, pois ele está camuflado nos efeitos especiais, nas piadinhas, nas cenas de lutas...a única forma de encontrá-lo é procurando, o que os intelectuais não fazem pois eles ainda são preconceituosos e não conseguem admitir que é possível existir vida inteligente ali. Sendo assim, filmes como "Os Incríveis", com sua qualidade artística escondida em um simples filme infantil (o que o torna extremamente agradável de assitir, ao contrário de filmes Europeus metidos a arte que são um pé no saco - eu os apelidei de Eurotrash) desmascaram toda a verdadeira faceta do intelecual: ele é, na realidade, um alienado, que deixa passar despercebido todo um esforço artístico adiante de seus olhos porque ele não tem capacidade de os enxergar, sua cabeça ainda está fechada ao significado do "o que é arte" que ele leu em livros, resumindo, ele é um verdadeiro imbecil.

Mas então quem é o Dr.Manhattan? Esse ser superior que comporta vários poderes em si e tem um comportamento diferente de todos os demais personagens? Acreditem, é o bebê. Deixado a sós com uma babá enquanto a família parte para salvar o mundo, Jack-Jack sofre uma série de mutações (algo que pode ser visto no curta-metragem "Jack-Jack Attack", que conta o que aconteceu enquanto o longa olha para outro lado) mostrando ser capaz de possuir diversos poderes. Resta a dúvida de saber que possição ele tomará quando crescer.

São 5 anos desde que eu assisti "Os Incríveis" e nunca me saiu da cabeça como o filme consegue comportar todas essas passagens de uma forma tão deliciosa, o filme flui de verdade, sem precisar bombardear o espectador com frases intelectuais, duas horas e meia de duração ou violência e sexo como forma de destacar coragem artística. "Os Incríveis" é um filme que se comunica perfeitamente com nós através do cinema, fazendo uma mensagem válida para crianças pequenas até os mamanjões. E é por tudo isso que nesse fim de semana, onde a "Melhor História em Quadrinhos de Todos Os Tempos" se transformou no "Melhor Filme Do Fim De Semana" (ou nem isso porque foi nessa Sexta que estreiou também "La Belle Personne" novo do Christophe Honoré) e as pessoas só discutem isso, eu preferi cancelar a minha sessão de cinema de Domingo e ir a uma videolocadora e procurar escondido nas prateleiras da área infantil essa animação inacreditável e incrível. Vou ver hoje a noite, quem sabe vá no cinema ver aquele outro filme na Terça-Feira quando é mais barato e talvez até lá eu tenha mudado de opinião, mas te digo que por hoje, acho que fiz a coisa certa.

sexta-feira, 6 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009