Slant Magazine
1. Cidade dos Sonhos, dir. David Lynch
2. INLAND EMPIRE, dir. David Lynch
3. Yi Yi, dir. Edward Yang
4. O Novo Mundo, dir. Terrence Malick
5. Amor a Flor da Pele, dir. Wong Kar Wai
6. Crimson Gold, dir. Jafar Panahi
7. Werckmeister Harmonies, dir. Béla Tarr
8. Má Educação, dir. Pedro Almodóvar
9. Femme Fatale, dir. Brian De Palma
10. O Filho, dir. Irmãos Dardenne
Cahiers du Cinemà
1. Cidade dos Sonhos, dir. David Lynch
Elefante, dir. Gus Van Sant
Tropical Malady, dir. Apichatpong Weerasethakul
2. O Hospedeiro, dir. Bong Joon-ho
3. Marcas da Violência, dir. David Cronenberg
La Graine et le mulet, dir. Abdellatif Kechiche
West of The Tracks, dir. Wang Bing
4. Guerra dos Mundos, dir. Steven Spielberg
O Novo Mundo, dir. Terrence Malick
Dez, dir. Abbas Kiarostami
LAFCA
1. Cidade dos Sonhos, dir. David Lynch
Sangue Negro, dir. Paul Thomas Anderson
2. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, dir. Michael Gondry
O Segredo de Brokeback Montain, dir. Ang Lee
3. Onde os Fracos Não tem Vez, dir. Irmãos Coen
4. Zodiaco, dir. David Fincher
Yi Yi, dir. Edward Yang
4 meses, 3 semanas e 2 dias, dir. Cristian Mungiu
5. Trilogia Senhor dos Anéis, dir. Peter Jackson
A Viagem de Chihiro, dir. Hayao Miyazaki
Vôo United 93, dir. Paul Greengrass
6. E sua Mãe Também, dir. Alfredo Cuarón
7. Sideways, dir. Alexander Payne
Greencine Daily
1. Southland Tales, dir. Richard Kelly
2. O Sacrifício, dir. Neil LaBute
3. INLAND EMPIRE, dir. David Lynch
4. Fonte da Vida, dir. Darren Aranofsky
5. Doppelganger, dir. Kiyoshi Kurosawa
6. Dante 01, dir. Marc Caro
7. Frailty, dir. Bill Paxton
8. The American Astronault, dir. Cory McAbee
9. Crank, dir. Mark Neveldine e Brian Taylor
10. Izo, dir. Takashi Miike
sábado, 20 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
The Woman in Black
Meu contato com "The Woman in Black" foi por acaso, eu estava fazendo uma pesquisa sobre produções inglesas no final dos anos 80 quando me deparei com este pôster ao lado, que vinha incluído com um comentário de um espectador que descrevia se recordar de ter visto o filme na Central Independent Television e das fortes imagens que ele carregava. Uma rápida busca revelou uma série de relatos de outras pessoas que também ainda tinham na memória este filme, algo muito notável se tratando de uma simples produção televisiva.
A história começa com um jovem procurador, Arthur Kidd, sendo enviado pelo seu chefe a ir até uma pequena cidade da costa oeste chamada Crythin Gifford para participar do funeral de uma de suas clientes, a senhora Alice Drablow, uma idosa viúva que viveu e morreu sozinha em um casarão. Ao chegar na cidadezinha, Arthur se hospeda em um hotel e começa a conhecer os moradores da região, que parecem se incomodar quando ele fala a sua razão de estar ali. Até este ponto, "The Woman in Black" é um típico filme inglês, silimar a uma adaptação de Agatha Christie, um envolvente telefilme de mistério em que ficamos tentando descobrir o que há de se esconder pela história. Pau no cu do filme, que monta nesta aparente despretenção uma confortável cama para o espectador se acomodar para em seguida sufocá-lo com o traveseiro. A próxima cena, quando Arthur comparece ao funeral da senhora Drablow e a tal mulher vestida de preto do título faz sua primeira aparição traz abruptamente à tona uma sensação sufocante de pânico e desconforto. Esta cena é por si só tão marcante que todo o restante do filme carrega a aura de horror deste quadro, de repente transformando em densa a atmosfera, não é nem mais necessário ver a mulher de preto para temê-la, embora incontrolávelmente você continue esperando que ela retorne a qualquer minuto, examinando os frames e temendo o quadro que virá com o próximo corte seco, e esta antecipação é ainda mais terrível do que qualquer apelo visual.
É a composição da imagem que imprime o medo: a exploração do preto como mancha ao meio da paisagem campestre, um borrão, um nódolo maligno ao cenário melancólico.
O trabalho de som assombroso também é um dos fortes elementos, como no áudio fora de sincronia quando o protagonista entra na névoa, uma cena medonha que unicamente se apoia no som para nos contar um pedaço da trama. Na segunda parte de "The Woman in Black", onde Arthur decide se mudar para o casarão abandonado, é na solidão do personagem que esse terror se intensifica, pregados em direção a tela, nos tornamos submissos ao filme. É uma das melhores sensações que você pode ter com o cinema: você não está vendo aquele filme, você está dentro daquele filme, todas as coisas ao redór da sua vida por um breve minuto desaparecem, foda-se a família, foda-se os compromissos, foda-se o dinheiro, a única coisa que você quer é passar vivo pelo filme. É um momento espantoso, onde o medo se materializa e traduz todo o sentido dos filmes de horror, eles pregam um contato (e um controle) direto com o espectador, um gênero cinematográfico capaz de atingir e agredir psicológicamente quem o assiste de tal maneira que a pessoa o escute atentamente, pois são perturbações que atravessam os filmes e conseguem cravam na carne, uma sensação não apenas compartilhada entre personagem X espectador, mas uma sensação sentida por ambos. Para o espectador, o gênero de horror é uma questão de vida ou morte.
Atualmente "The Woman in Black" parece ter levado sinal verde para ganhar uma refilmagem, a notícia boa é que está em ótimas mãos, a produção está a cargo do diretor inglês James Watkins (EDEEEEN LAKEE!), a má notícia é que será rodado em 3D, a mídia da moda. Por mais que eu confie em Watkins, e Deus sabe o quanto eu confio, fica difícil imaginar uma boa adaptação apoiada em recursos digitais quando o melhor do original era justamente a singelidade, o formato televisivo, os atores desconhecidos...
Quanto a versão de 89, esta parece ainda estar amaldiçoada, segundo a escritora da obra, Susan Hill, os direitos foram passados por várias mãos tendo se perdido em um rolo judicial e garante que o filme não será lançado exibido novamente. A única versão a venda é um DVD pirata do Canadá vendido pela internet (a versão que eu assisti era um VHS-rip de boa qualidade, provavelmente desta fonte).
Ainda assim, "The Woman in Black" conseguirá continuar seu legado, formado por um público fiel baseado mais em qualidade do que em quantidade, pois por mais que seus espectadores desejem esquecê-lo eles não conseguiriam. Vamos enxergar esta mulher de preto na nossa frente mesmo que apaguemos todas as luzes, ou mesmo que as acendamos.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Sem mais filmes Islandeses?
Este texto postado hoje no Twitch esclarece a triste situação atual do cinema na Islandia, um dos mais atingidos pela crise econômica e que ameaça um desaparecimento. Na foto, o islandês "Noi Albinoi", um dos filmes mais brilhantes da década passada.Sem mais filmes Islandeses? Pode ser. Escrito por Swarez
Tradução livre Lucas Moreira
Ano passado os cineastas islandeses celebraram o fato de que em nenhum outro momento em nossa pequena história cinematográfica tantos filmes estiveram em competição ou em ativa produção, apesar de terem sido atingidos pela maior quebra econômica da história. Assim como todos os cineastas europeus, eles precisam que o governo colabore com fundos para financiar seus filmes, tanto locais como ao redór do país, e eles sabiam que haveria grandes cortes nesta área. O que eles não sabiam é que aquele fundo se tornaria a lápide de sacrifício para todos os fundos culturais, teatro, sinfonia islandesa e outros. Enquanto todos os demais fundos culturais receberam por volta de 5% de corte, o fundo cinematográfico recebeu um corte de 35%, efetivamente balaceando toda a pequena e lutadora industria.
Nenhuma razão foi dada para isso e os cineastas suspeitam que o corte foi feito sem nenhum pensamento por trás dele que não a ignorância e a arrogância cultural. É especialmente estranho porque a cada centavo que o fundo prestava suporte, voltava duas ou três vezes mais de fundos internacionais. Esta é a única indústria cultural que traz dinheiro para o país, e ainda assim eles efetivamente a mataram com um único golpe, cortando exatamente o que é tanto preciso para a contrução de nosso ambiente econômico.
Se isso não fosse ruim o suficiente, o CEO de nossa estação de televisão nacional, aquele que foi pedido pela lei que desse suporte a produção local e aquele vem sendo um aspecto crucial ao conseguir fundos internacionais para cineastas locais, fez o anúncio de que eles irão basicamente parar de comprar filmes e documentários islandeses. O que isso basicamente significa é que o cinema islandês está morto. Sem a garantia de uma plataforma para exibição de seus filmes, cineastas podem esquecer de aplicações de fundos internacionais, já que isso é algo necessário para a maioria deles. Mais estranho ainda é que praticamente nenhum corte foi feito na compra de entretenimento e programas de esporte internacionais na estação de TV. Imagino que as pessoas preciam de suas Ugly Betty.
O governo ridicularmente cortou todos os meios de suporte cinematográfico sem um único esclarecimento, qualquer razão para isso, e eu suspeito que nós não teremos nenhuma. Cineastas estão fartos de que todo o trabalho que vem sendo feito para deixar nossa pequena indústria fora das sombras e fazer as pessoas realmente assistirem, seja desperdiçado. Em 2009 os dois filmes mais populares em nossos cinemas foram islandeses, "Johannes" e "Mr. Bjarnfredarson", este último batendo até gigantes como Avatar nas bilheterias. Programas de TV islandeses tem se tornado os mais populares e comentados, então é também estranho que seja este o caminho que tenha sido escolhido.
Não sei como o futuro será para os cineastas islandeses, não parece brilhante no momento mas eles estão preparados para lutar pela sobrevivência. Se eles serão bem sucedidos, é algo que permanece para ser visto.
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